Sou
arquiteta e em 2009 tinha o plano de fazer uma pós em Ciências
Sociais. Na verdade ainda tenho. Mas naquela época pensei que
o melhor lugar pra fazer isso seria em Paris. Sinceramente não
tinha nenhum interesse especial pela França e pra ser mais
honesta tinha até uma aversãozinha. Resolvi então
passar uma temporada na cidade, pra ver se eu adaptaria por lá.
E começou então uma obsessão que nunca teria
fim. Aliás, só tem piorado. Ou melhorado, dependendo do
ponto de vista. Só penso em viajar. Planejo uma viagem já
pensando na próxima. O que às vezes é
angustiante pra uma reles mortal com recursos e férias
limitados.
Decidi
ficar 25 dias, e o plano era viver como se eu morasse lá.
Queria ia ao supermercado, farmácia, andar de ônibus,
entrar mesmo na rotina.
E
pra isso acontecer, precisava saber pedir mais que um croissant.
Então, com o tempo escasso, resolvi fazer um curso on line.
Absolutamente cética, descobri um curso no site da BBC que me
surpreendeu muito. O curso tem vídeos e exercícios e
rapidinho vi que a língua não assustava tanto. Na
última hora, completei com um intensivão numa escola
perto do meu trabalho.
Passagem
comprada, precisava de um lugar pra ficar. Paris é uma das
cidades com a hospedagem mais cara do mundo, mas com um pouco de
dedicação, é possível resolver a questão.
Com o budget limitado, aluguei um "2 pièces" em uma
localização excelente por uma bagatela. Conheci uma
estudante que estava vindo de férias ao Brasil e subloquei o
apto. A sublocação não é permitida na
França, mas...foi assim. Era um apartamento pequeninho, num
prédio do governo para estudantes, com uma estação
da linha 14 (a mais moderna) bem na frente. Superbe! (O AirBnb ainda
não existia. Da última vez que fui à Paris,
aluguei um apto pelo site. Deu tudo certo, conto sobre isso depois).
O
governo francês estava bem rigoroso com turistas na época.
Era preciso uma "attestation d'hébergement" se você
fosse se hospedar na casa de um amigo. Eu não tinha a carta
então sofri uma sabatina da polícia no aeroporto.
Cheguei a achar que minha primeira frase em terras francesas seria Au
revoir! Aprendi algumas coisas. Sempre levar impressa a reserva
do hotel e SEMPRE fazer o seguro de viagem. É obrigatório
na maioria dos países europeus, mas tem gente que arrisca. Um
casal, mãe e filho, foram despachados de volta ao Brasil
porque não haviam feito o seguro. Então não vale
à pena.
Passado
o susto, veio outro. A sensação esquisita de que
ficaria eu, eu mesma e Fernanda por 25 dias sozinha em uma cidade
desconhecida, onde se falava uma língua da qual eu conhecia um
magro bonjour e outro Merci! Não
sabia se ia me suportar por tanto tempo. Respirei fundo e resolvi
encarar a experiência antropológica.
Comprei
o ticket do RER com cartão, numa máquina do aeroporto.
O trem metropolitano me deixaria na estação Chãtelet
(a maior, mais central e mais confusa de Paris! Evite se puder!) onde
pegaria o metrô para a estação na frente do
prédio onde me hospedaria. O que era um monstro de dezoito
cabeças, virou uma alegria só quando pus os pés
no meu apto, cujas paredes me ouviriam nos próximos dias. O
que fiz em Paris nesse tempo, vou contando na sequência. Voilá
Paris!
Resumè:
Escola
de frances: Escola Mônica de Souza, em Belo Horizonte
Como
fui: TAM linhas Aéreas. A minha preferida, junto com
a AirFrance. Entretenimento a bordo é imprescindível
pra mim, que fico zumbizando durante o võo. Comida boa e bom
vinho, pra tentar um soninho.
Onde
fiquei: Apartamento alugado no 13e arrondissement, na frente
da estação Bibliothéque François
Miterrand. A região é residencial, com supermercados e
café. Nada turístico mas muito seguro e de fácil
locomoção.
Transfer
aeroporto: Para
saber sobre os trens que ligam os aeroportos em Paris, consulte o
site oficial da empresa de transportes urbanos. É o jeito mais
barato e achei muito seguro. http://www.ratp.fr/. Informações
sobre metrõs e onibus também.
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